Estamos mais de um mês vivendo e convivendo com uma nova realidade.  Mudanças imprimem novas configurações em termos de pensamentos, sentimentos e comportamentos. Mais do que tudo, nossa energia precisou ser redirecionada para demandas internas e projeções futuras, com base num reavaliar do percurso até aqui. Por vezes somos tomados pelo pessimismo, o que é compreensível e esperado, o que não inviabiliza a experiência de momentos agradáveis, felizes e porque não dizer, até otimistas em meio aos desafios. Tristeza e alegria coexistem, assim como as demais aparentes contraditoriedades . Como disse Martin Seligman, “a tristeza e a felicidade não são diametralmente opostas”. E elas podem juntas, fornecer boas pistas para indicar os caminhos necessários e possíveis a partir de agora, seja no aspecto profissional, pessoal, familiar ou social. Aceitar a situação quando não podemos modificá-la pode ser o primeiro recurso para vislumbrarmos perspectivas existentes. A aceitação permite a abertura para novas formas de entendimento e ação.

Viktor Franki, psiquiatra e prisioneiro de guerra, nos ensina algo sobre isso: “Quando a situação for boa, desfrute-a. Quando a situação for ruim, transforme-a. Quando a situação não puder ser transformada, transforme-se.”

Proponho, algumas questões norteadas para facilitar:

O que quero levar para o futuro daquilo que vivi até o momento? Quais necessidades e rotinas realmente importam? O que quero levar para o futuro do que estou vivendo agora? Quais mudanças impostas pela situação da quarentena estão fazendo a diferença positiva e gostaria de manter? O que quero manter em mim, internamente?  O que quer nascer em mim a partir desta vivência? 

Depois de encontrar as respostas, viabilize caminhos para concretizar suas escolhas.

Bom percurso!

 

Daniela H. Munhoz

Psicóloga – CRP 07/07767