Quando um idoso se comporta de maneira estranha ou demonstra sinais de comprometimento cognitivo, a pergunta que surge à mente é: será que é “normal da idade”? Será que ele/ela tem Alzheimer ou demência?

Os profissionais da área da saúde têm se questionado a respeito de pessoas, não necessariamente idosos, mas que estejam iniciando com episódios frequentes de esquecimento e perda de algumas habilidades cognitivas e funcionais.

Caso haja deficiência em evocar novas aprendizagens, estes indivíduos saem da curva de “envelhecimento normal”, e nestes casos um diagnóstico precoce permite avaliar opções de tratamento e planejar o futuro. O transtorno neurocognitivo geralmente apresenta sintomas iniciais e normalmente o indivíduo percebe o déficit que vem se mostrando e chega ao consultório com esta queixa. Em outros casos, este déficit não é auto percebido e vem a ser a queixa dos familiares.

É importante estar atento para casos em que um quadro demencial esteja se insinuando, quando o paciente começar a perder a capacidade de autogerenciamento, como esquecer ou confundir medicamentos, perder-se em locais conhecidos, não ser mais capaz de gerenciar seu próprio dinheiro, ou ainda, a mudanças de comportamento. Nestes casos, é necessário buscar avaliação especializada.

Um diagnóstico diferencial pode fornecer as informações certas para um bom tratamento e compreensão do que realmente está acontecendo. A avaliação neuropsicológica se dá com o objetivo de contextualizar qual o perfil cognitivo esperado para o idoso saudável e quais dificuldades podem estar relacionadas a déficits neurológicos, como lapsos de memória, dificuldades na comunicação, déficits na atenção e velocidade de processamento de informações, e ainda demais funções cognitivas. 

 

Camila Mendes V da Silva é formada em Psicologia, Especialista em Neuropsicologia, trabalha com Avaliação Neuropsicológica e é membro da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia – SBNp.