A alimentação equilibrada é fundamental para a saúde e o futuro das crianças, devendo ser
iniciada ainda na vida intrauterina.

É no período gestacional que a responsabilidade quanto à alimentação aumenta, e o embrião e o feto mais necessitam de quantidades adequadas de proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais para o seu completo desenvolvimento, mas a alimentação da maioria dos brasileiros é deficiente em vitaminas, minerais e ômega-3, além de ser rica em calorias. Isso é responsável pelo aumento da obesidade e de várias outras doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e infartos.

O ganho de peso acima do normal é geralmente estimulado já nos primeiros anos de vida do bebê, no início da introdução alimentar. A obesidade deve ser prevenida desde os primeiros anos de vida, pois o ganho de peso acima do previsto aumenta o número de células adiposas e contribui para o aparecimento da obesidade no futuro.

Ao nascer, o bebê deve ser alimentado exclusivamente de leite materno até o sexto mês de vida.

A amamentação é a mais sábia estratégia natural, que promove o fortalecimento de vínculo entre mãe e bebê e que traz inúmeros benefícios para ambos e também à família.

O leite materno vai muito além de um simples conjunto de nutrientes, é uma substância com propriedades nutricionais, protetoras e imunomoduladoras, e melhora o coeficiente intelectual da criança. Ele é um alimento completo e ideal para o bebê, pois contém todos os nutrientes em quantidades adequadas, é de fácil digestão, fornece água para hidratação e proporciona ótimo crescimento, além de proteger contra infecções e alergias e oferecer menos problemas ortodônticos (dentes) e fonoaudiólogos (na fala e no sistema respiratório do bebê) associados ao uso de mamadeira.

O aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses de vida. Sendo assim, até completar essa idade, o bebê não necessita de qualquer outro tipo de comida ou bebida, nem mesmo água ou chá. Após esse período ele deve continuar com a amamentação, embora com associação a alimentação complementar. Evidências científicas demonstram que o leite humano desempenha um importante papel de proteção contra a obesidade, hipertensão e diabetes na criança e no adulto.

A partir do sexto mês de vida, a criança já atinge um estágio de desenvolvimento neurológico
maior, com o desenvolvimento da mastigação, deglutição, digestão e excreção que a ajudam a
aceitar outros alimentos além do leite materno. Lembrando sempre que esta introdução deve
ser lenta e gradual, concomitante ao aleitamento materno.

 

 


 

 

Bruna Martini

Nutricionista – CRN2 13355

  • Nutricionista graduada pela Univates;
  • Realiza atendimentos clínicos e em consultoria nutricional;
  • Possui experiência em monitoria em diversos laboratórios, como de lab. de Gastronomia, Dietética.
  • Possui experiência de estágio em hospitais e ambulatório de nutrição.
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